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POSTAGENS

domingo, 2 de maio de 2010

HISTÓRIAS...

Foi um aluno que sugeriu. Comecei a contar uma história por semana.

Os alunos adoram ouvir novas e velhas histórias!!

Nessa semana o livro escolhido foi Uma casa cheia de mistérios, de Fabiana Fortini Alenquer.

O livro conta a história de Bruno que estava infeliz com a ideia de mudar de casa, e no final, com a ajuda de uma árvore velha e sábia, Bruno descobre que a mudança foi muito boa.

A proposta era a de uma produção textual com o título “Mudar pode ser muito bom”.

Os alunos ilustraram o trabalho e depois escreveram um pequeno texto.

Vamos registrar esses textos em um blog!














sábado, 1 de maio de 2010

TEORIA E PRÁTICA


Se pretendermos um ensino onde o espaço é produzido e organizado pelo homem, e se estudarmos essa produção supondo perceber as relações que os homens desenvolvem entre si e com o meio, a forma como se desenvolve o processo de “estudar” também será decisivo para a verdadeira apropriação dos significados e da sua contextualização.

O planejamento das aulas de Estudos Sociais deve levar em consideração os conhecimentos já adquiridos pelos alunos, porque é a partir desses que se autorizam novos significados e novos conhecimentos.

O conhecimento da história é importante porque nos fornece a base para o nosso futuro e permite-nos o conhecimento de como aqueles que viveram antes de nós solucionaram as grandes questões humanas.

Assim como o tempo, a construção do conceito de espaço é importante para que a criança consiga localizar-se, orientar-se e expressar-se graficamente.

Algumas atividades interessantes podem contribuir nesse sentido, tais como: a representação de trajetos feitos pelo aluno, a localização de vizinhos em mapas, a localização de municípios utilizando os pontos cardeais. Analisar a organização do espaço produzido pelo homem em sociedade é identificar as relações sociais que estruturam esse espaço. Pensar o espaço do simples ao complexo, compreendendo que , por exemplo, a rua está dentro do bairro, o bairro está dentro da cidade e a cidade dentro do estado e assim sucessivamente, são conceitos que vão sendo construídos gradativamente pela criança.

Para que assim ocorra, é uma responsabilidade da escola, nas séries iniciais, ampliar e aprofundar as ideias que a criança tem a respeito da localização, do espaço e do tempo. Ela precisa ter uma noção de distância, causalidade, lateralidade, limite, vizinhança, e suas inter-relações. O conhecimento do conceito de espaço na escola tem de oportunizar o aluno a possibilidade de lidar com as relações espaciais, sendo capaz de localizar-se e com habilidade para examinar os espaços sociais, sabendo que são uma construção humana em um tempo determinado da sociedade.


Referências Bibliográficas:

  • Do Caso à intenção em Estudos Sociais

Maria Aparecida Bergamaschi

  • E Se Não Houvesse “Estudos Sociais” Nas Séries Iniciais?

Antônio CastroGiovanni e Beatriz T. D. Fischer

  • O Ensino Da História Nas Séries Iniciais – Um Olhar Desde a Perspectiva Curricular Integradora

Simone Valdete dos Santos

  • Estudos Sociais: Teoria e Prática

Aracy do Rego Antunes; Heloisa Fesch Menandro; Tomoko Iyda Paganelli


domingo, 25 de abril de 2010

O ESPAÇO



Durante essas duas semanas que passaram, propus, na turma em que estou fazendo estágio, atividades que os alunos pudessem pensar sobre o seu espaço cotidiano, a rua, o bairro, a escola.

A primeira atividade era de representação do espaço de sala de aula. Nessa os alunos mostraram muita dificuldade para desenhar e ocupar o espaço no papel de acordo com a realidade.

Depois representamos a escola. Fomos para o pátio com as pranchetas na mão e também houve alguma dificuldade, até porque a escola é grande e tem muitos prédios e espaços diferenciados.

Por fim, representamos o caminho da casa até a escola. Para essa representação construímos uma legenda com cores. Aqui a dificuldade foi dos alunos que moram longe ou pegam ônibus para chegar. De qualquer forma, todos conseguiram realizar a atividade.

Essas atividades têm como objetivo explorar a paisagem local e o espaço vivido pelo aluno como modo de ampliar a percepção espacial do mesmo, a partir de experiências concretas e de sua livre expressão.




domingo, 18 de abril de 2010

PRIMEIRAS IMPRESSÕES


Essa primeira semana do estágio do curso foi bem difícil. Na verdade posso dizer que foi quase interminável.
Minha turma é composta por alunos com dificuldades diversas, por isso eles estão em número reduzido em comparação à quantidade normal de crianças em outras turmas.
Tenho tido muito desânimo em realizar as aulas
do estágio pela manhã. Confesso que é muito por estar contrariada com o fato de não poder realizar o estágio com a turma que já estava trabalhando desde o início do ano. Essa mudança não só me fez pôr um trabalho que estava em andamento nas mãos de outra pessoa, como me levou a estar com uma turma desconhecida e com complicações cognitivas que desafiam meu planejamento de estágio.
Além dessa circunstância, como em todas as histórias, há um embaraço de ambos os lados: o dos alunos que não queriam trocar de professora e o meu que não queria sair da turma.
No entanto, preciso me acostumar com a idéia e fazer a “coisa acontecer”.

HOLOCAUSTO NUNCA MAIS

Se os homens não fossem indiferentes uns aos outros, Auschwitz não teria sido possível, os homens não o teriam tolerado. Os homens, sem exceção, sentem-se hoje pouco amados porque todos amam demasiado pouco. A incapacidade de identificação foi, sem dúvida, a condição psicológica mais importante para que pudesse suceder algo como Auschwitz entre homens de certa forma educados e inofensivos.

Theodor Adorno

No período de 1939 a 1945 o mundo viveu uma das mais intensas e sangrentas batalhas de consequencias globais: a Segunda Guerra Mundial.


Diferente de outras ocorrências bélicas, não foi apenas um combate provocado pela iniciativa de impor uma nova ordem social. A Segunda Guerra teve de um lado um líder supremo, intolerante e apoiado por um grupo que promovia uma outra estrutura social, onde os indivíduos eram classificados e posteriormente selecionados para serem aceitos ou não como cidadãos.

Baseado nessa premissa desenvolveu-se um processo de extermínio em massa, com uma inicial cumplicidade de diversos países. O Holocausto massacrou milhões de judeus, ciganos, negros, e outras categorias homogeneizadas que, por não serem da raça ariana, considerada a espécie pura e verdadeiramente humana dos seres, estavam fadadas ao sofrimento e à morte.

Mais de sessenta anos depois, o que fica não é só a lembrança de um bárbaro acontecimento histórico, mas o medo de que teorias eugenistas criem forças através da rejeição ou negação do Holocausto. Essa é uma ferida mal cicatrizada, que aterroriza com a possibilidade de que atos de barbárie possam surgir a qualquer momento em manifestações de intolerância religiosa, étnica e cultural.

Participei no último sábado, 17, da I Jornada Interdisciplinar de Porto Alegre sobre o Ensino do Holocausto. O encontro teve como principal objetivo disponibilizar ferramentas que permitam a nós educadores aprofundarmos o nosso trabalho em sala de aula. Uma maneira de nos embasar com informações, dados históricos e referências a documentos e argumentos que nos apoiarão na tarefa de oportunizar ao aluno o entendimento desse acontecimento tão relevante para o mundo.


domingo, 28 de março de 2010

A LEI E A REALIDADE

Estou decepcionada com a Lei!
A lei prevê que a idade dos alunos com que devo trabalhar nessa etapa do curso de Pedagogia seja de até 10 anos, distribuídos em educação infantil e séries iniciais.
Tenho, no município de Porto Alegre, turmas de B30, cujas idades variam de 10 a 16 anos.
Não é uma contradição?
Não posso realizar o estágio com as minhas turmas pela questão legal. O curso não me habilita a trabalhar com essas turmas e o fato é que trabalho e vou continuar trabalhando!
Então, no período de 12 de abril a 11 de junho, estarei com uma turma que não conheço ainda, gentilmente cedida por uma colega da escola.
Vai ser difícil entregar meus alunos de B30 a essa professora, bem como acolher como “meus alunos” os alunos dela, dentro desse período.
Estou chateada e confesso um pouco desmotivada.
É um corte no ano, no trabalho e na proposta do curso.
É mais uma prova de que a academia anda muito aquém da realidade!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

AVATAR

O ano letivo de 2009 terminou em janeiro de 2010 com uma incrível sessão de cinema. Levamos os alunos do 3º ciclo para ver “Avatar”.

O filme é uma ficção científica e concentra-se num conflito épico em um planeta chamado Pandora .

Lá, os colonizadores humanos e os nativos humanóides, os Na'vi, entram em guerra pelos recursos naturais e a continuação da existência da espécie nativa.

O título do filme refere-se aos corpos geneticamente modificados, controlados e usados pelos personagens humanos do filme com o objetivo de interagir com os nativos.

Numa época em que muito se fala sobre a real destruição e emergencial salvação do meio ambiente, "Avatar" antevê problemas futuros: o dia em que o capitalismo selvagem levará os seres humanos a explorarem riquezas naturais de outros planetas.

Talvez a intenção de James Cameron tenha sido esta mesma: utilizar belos cenários para mostrar a sede mundial de conseguir benefícios a qualquer custo.

É uma pena que tenhamos que deixar todas essas discussões para um outro momento... Março, talvez!

Enquanto isso guarde as belas imagens e cenários na cabeça.

Vale a pena conferir!